O surf é mais do que um esporte: é uma conexão direta com o Oceano. Cada onda traz sinais de que o mar está mudando — erosão nas praias, ressacas mais intensas, águas mais quentes e o lixo que insiste em chegar com a correnteza. Essas vivências, sentidas diariamente por quem está dentro d’água, confirmam o que a ciência já alerta há anos. Segundo o último relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), os ecossistemas costeiros estão entre os mais vulneráveis do planeta, pressionados pela elevação do nível do mar, eventos climáticos extremos e pela poluição plástica.
Foi para transformar essa percepção em evidência coletiva que o Instituto Ecosurf reativou, em 2024, a pesquisa Raio-X Ecosurf. O levantamento já reuniu mais de 500 respostas de surfistas, esportistas do mar e admiradores do Oceano em todo o litoral brasileiro. Agora, em 2025, o objetivo é alcançar 1.000 contribuições até a COP30, que acontece em novembro em Belém (PA).
O resultado se tornará o Manifesto pelo Clima e pelo Oceano, um documento coletivo que será apresentado dentro da conferência, garantindo que a experiência de quem sente o mar todos os dias esteja representada no maior espaço de negociações climáticas do planeta.
“Queremos que a voz do surf ecoe na COP30 como símbolo de resistência e cuidado com o Oceano. Sem Oceano saudável, não há onda. E sem onda, não existe futuro”, afirma João Malavolta, fundador do Instituto Ecosurf.
Do esporte à mobilização global
Mais do que uma pesquisa, a iniciativa é um exemplo de ciência cidadã e advocacy. Ela conecta o surf — reconhecido pela UNESCO como patrimônio cultural imaterial em alguns países — aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), em especial:
ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima)
ODS 14 (Vida na Água)
ODS 15 (Vida terrestre)
O Manifesto pretende pressionar governos a assumir compromissos climáticos mais ambiciosos, fortalecer a proteção dos ecossistemas costeiros e ampliar políticas públicas que unam esporte, cultura oceânica e sustentabilidade.
Mobilização nas praias: 20 de setembro em Imbituba
Como parte dessa jornada de engajamento, no dia 20 de setembro de 2025, a cidade de Imbituba (SC) será palco da 12ª edição do Dia Mundial de Limpeza, em paralelo ao campeonato de surfe WQS. A ação vai reunir surfistas, voluntários e organizações parceiras para retirar resíduos das praias e sensibilizar a comunidade sobre a urgência da proteção dos oceanos.
A data reforça a mensagem do Raio-X Ecosurf: a luta contra a crise climática e a poluição marinha é coletiva e precisa ser assumida dentro e fora d’água.
Sua voz no Manifesto
O Instituto Ecosurf convida surfistas, esportistas do mar e toda a comunidade oceânica a preencherem a pesquisa Raio-X Ecosurf. Cada resposta fortalece o Manifesto pelo Clima e pelo Oceano, que será apresentado na COP30, em Belém (PA).
👉 Responda em: bit.ly/PesquisaEcosurf
