Armário Coletivo permite ter sem comprar

, Regina May 13 de outubro de 2016
 Armário Coletivo permite ter sem comprar

Uma moradora de Florianópolis criou um armário coletivo para que as pessoas coloquem roupas que não usem mais e outras aproveitem aquilo que precisam. O primeiro móvel foi colocado em uma rua do bairro Vargem Pequena para que todos possam deixar e levar as peças que quiserem. Mas a ideia já está se multiplicando pela capital: hoje já existem Armários Coletivos no Sapiens Parque (no norte da ilha), no Centro de Inovação Acate Primavera (na SC-401) e também no bairro Costa de Dentro (no sul da ilha). A ideia é promover o descarte consciente, ajudando a criar uma nova cultura de consumo, de compartilhamento, de troca e de reaproveitamento.

 

A idealizadora do projeto é Carina Zagonel que há dois anos deu início à ideia com um par de tênis.

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“Eu me deparei com o tênis do meu filho e não ia até um lugar só para doar uma peça. Aí eu fiz uma plaquinha ‘Deixe aqui o que não quer mais, mas pode servir para outros’, coloquei na esquina da minha casa e coloquei o tênis. E foi uma surpresa porque dali, daquela calçada, começaram a surgir um monte de coisas”.

 

O Armário Coletivo não oferece só roupas e calçados. “São coisas que, do ponto em que estão, ainda podem ser aproveitadas. Brinquedos, livros, revistas, entre outros”, explicou Carina. Ela faz tudo com a ajuda do marido, que faz os armários com material reaproveitado. “Executo a construção deles com as minhas ferramentas, minha habilidade e gostaria que a comunidade participasse também”, disse o artesão Albano Bernardes.

 

A moradora do bairro Costa de Dentro, Sué Davanture, ficou animada em ver a ideia funcionando na comunidade onde ela mora. “Muito boa essa iniciativa. Passo no Armário todos os dias e sempre tem novidades e em muito bom estado. Sempre tem alguém arrumando também”, conta Sué.

 

Para a idealizadora, esse é um movimento que não tem mais volta. “Percebo que mais pessoas estão aderindo a esta nova moeda, a do compartilhamento. Faz bem para as pessoas e faz bem para o mundo”, afirma Carina.