Os impactos da globalização e das novas tecnologias no mundo do trabalho foram debatidos na noite de quarta-feira (18) de outubro, em painel promovido pela ENGIE na sede da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate). Cerca de 80 convidados, entre eles integrantes do Movimento ODS Nós Podemos SC, conheceram o Observatório Social Internacional (OSI), um laboratório de iniciativas de inovação social criado na França em 2000 e apoiado pelo Grupo. A organização atua em diversos países acompanhando temas como governança corporativa, gestão, diálogo social, regulação, emprego e condições de trabalho.
“A empresa do futuro vai ser mais rápida, inovadora, aberta, colaborativa e internacional”, disse a presidente do OSI, Muriel Morin, destacando a importância do aprofundamento de parcerias entre grandes corporações e startups. Ela vê com otimismo o rumo das mudanças, pois acredita que as vagas extintas no mercado de trabalho serão compensadas com a abertura de inúmeras oportunidades para novos serviços e atividades. Contudo, lembrou que é fundamental a existência de um marco legal e ético que contribua para a redução das desigualdades sociais.
Para o período 2017-2020, o OSI tem como objetivos estratégicos examinar cinco temas: 1) inteligência artificial, automação e suas consequências; 2) empresa estendida e flexibilidade; 3) novas formas de trabalho colaborativo e flexibilidade; 4) empreendedorismo e inovação social; e 5) novos riscos à proteção social. O painel contou com a participação do representante do OSI para a América Latina, Alejandro Jara; da coordenadora do Observatório da Inovação Social de Florianópolis, Carolina Andion; da diretora-executiva do Social Good Brasil, Carolina de Andrade; e da CEO do Impact Hub Floripa, Gabriela Werner.
