A Etapa Nacional da 1ª Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (CNODS) encerrou oficialmente suas atividades nesta quinta-feira, 2 de julho, em Brasília. O evento marcou a consolidação de um amplo ciclo deliberativo que envolveu quase 300 etapas preparatórias em todo o país e resultou na aprovação do documento de diretrizes para a implementação da Agenda 2030 no Brasil.
Ao todo, a Plenária Final contabilizou a aprovação de 75 propostas de políticas públicas. Desse conjunto, 15 foram ratificadas pelas delegações como prioritárias — uma eleita por cada Grupo de Trabalho (GT) —, servindo de base técnica para as metas de desenvolvimento e combate às desigualdades no país.
Santa Catarina em Destaque: Proposta do Estado vira Prioridade Nacional
O Movimento Nacional ODS Santa Catarina marcou presença histórica em Brasília com uma comitiva de cerca de 30 participantes, entre delegados(as) eleitos e observadores(as). Liderada pela coordenação estadual, a delegação catarinense teve um papel ativo na construção dos consensos e levou as dores, demandas e soluções do estado para o centro do debate nacional.
O grande motivo de celebração para o Movimento foi o reconhecimento de uma iniciativa local: *uma proposta inteiramente construída na Conferência Estadual dos ODS de Santa Catarina serviu de base para a eleição de uma das propostas prioritárias do Grupo de Trabalho de Gestão Participativa, sendo chancelada com destaque na plenária final do evento.
“Isso demonstra a força do diálogo, da participação social e da articulação do nosso estado. Mostra que boas ideias, quando construídas coletivamente, têm o poder de transformar políticas públicas e gerar impacto em todo o país”, celebrou Luciana Homrich, coordenadora Geral do Movimento ODS SC e integrante da delegação catarinense.
Eixos de Consenso do Documento Final
As 75 resoluções aprovadas na conferência concentraram-se em frentes técnicas fundamentais para o futuro da sustentabilidade no Brasil:
Governança Institucional: Fortalecimento e criação de conselhos deliberativos com representação paritária e transversal entre a sociedade civil e o poder público.
Orçamento e Planejamento: Vinculação técnica das metas dos ODS aos instrumentos de planejamento plurianual (PPA) e orçamentário de todas as esferas governamentais.
Sustentabilidade Territorial: Modelos de transição agroecológica, salvaguardas para povos e comunidades tradicionais e monitoramento independente de impactos socioambientais nas cadeias produtivas.
Inclusão e Direitos Humanos: Ampliação de ações afirmativas baseadas em dados interseccionais, geração de emprego decente e qualificação profissional para grupos historicamente sub-representados.
Integração e Cultura
Além dos debates intensos e das costuras políticas, o encerramento da CNODS celebrou a diversidade cultural do Brasil. A programação do último dia contou com apresentações marcantes, como as tradições da cultura popular do cerrado com Martinha do Coco, a emocionante performance inclusiva da banda percussiva Surdodum (composta por musicistas e integrantes surdos) e, fechando os trabalhos da tarde, o grupo Samba Bom Partido.
“O encerramento da 1ª Conferência Nacional dos ODS renova as energias do Movimento em Santa Catarina. O retorno de Brasília traz na bagagem a certeza de que o estado continua sendo uma das principais locomotivas na interiorização e no fortalecimento da Agenda 2030 no Brasil. Seguimos juntos, construindo um futuro que não deixa ninguém para trás”, completa Luciana.
Acesse a cobertura fotográfica do evento
Fonte: https://www.conferenciaods.org/
*Eixo 5 – GOVERNANÇA PARTICIPATIVA
GT 12 – GOVERNANÇA DA AGENDA 2030
Criar a Secretaria Nacional dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (SENODS), por meio da Política Nacional de Governança Participativa para a Agenda 2030, como órgão estratégico de coordenação transversal e do Sistema Nacional dos ODS, garantindo financiamento contínuo por meio de dotação orçamentária anual da União para fomentar iniciativas públicas e privadas, prioritariamente aquelas desenvolvidas por organizações da sociedade civil, com caráter complementar e indutor, não desobrigando as demais pastas ministeriais de aplicarem os próprios recursos no cumprimento das metas de maneira estável, destinando-os às ações de impacto social, ambiental e econômico e execução monitorada, assegurando a rastreabilidade das deliberações das Conferências Nacionais dos ODS.
